No início de 2014, li um texto no site Think Olga que encaro quase como um sábio conselho de uma boa amiga. No texto a autora afirma que sua única resolução de ano novo seria deixar de distribuir cliques de indignação. Eu decidi acompanhá-la. Mas será que é muito tarde para mais uma resolução? Creio que não, afinal, com Copa do Mundo e Eleições, o ano promete ser longo. A minha nova resolução é: Valorizar o trabalho das minas feministas.
Lembro-me de quando participava de grupos de discussão no facebook, toda vez que um ótimo texto escrito de uma mulher para outra era apresentado, gerava dois ou três comentários, algumas curtidas e fim. Enquanto os textos polêmicos, escritos por pessoas machistas, racistas, homofóbicas, geravam enormes discussões e inúmeros compartilhamentos.
Por que fazemos isso? Por que ampliamos a voz (e a conta bancária, através do clique) de quem ganha para nos oprimir? Todos os dias eu vejo alguma feminista querida nadando de braçada no chorume reacionário. Gente, desse jeito #nãovaitercopa mas #vaiterúlcera. Quando vocês botam esse lixo na roda, acabam por invisibilizar o trabalho feito com carinho de mulheres para mulheres. Não esqueçam que a maior parte de nós, feministas, não contamos com qualquer tipo de suporte financeiro ou publicitário para divulgarmos nossos textos, podcasts, vídeos. Só contamos com vocês, que nos lêem, que nos ouvem.
Sugestões Práticas
1. Comente: A dica mais básica de todas. Eu acho que recebo mais comentário de hate do que comentários de leitores. Comente com o autor do texto o que você achou dele, se concorda ou discorda, com respeito, com diálogo.
2. Compartilhe: Não seja egoísta, se você gostou de algum texto não o jogue nos favoritos, jogue nas redes sociais. Amplie a voz das minas.
3. Contribua com as suas experiências: Vamos trocar vivência, amigas. Você se identificou com um texto? tem uma história parecida para contar? gostaria de compartilhá-la? Comente no texto (podcast ou vídeo) ou envie um e-mail para a autora. Essa troca é muito enriquecedora, todas ganharemos com a sua contribuição.
4. Indique: Sua amiga tem interesse em saber sobre algum assunto que você já leu por aí? Faça uma indicação.
5. Não espere que tudo chegue até você: O que chegará até você provavelmente são textos de feministas com maior visibilidade e grande número de acessos. Eu quero que todas possam ser ouvidas, não quero vozes hegemônicas dentro do movimento.
A minha contribuição vai ser da seguinte forma: Toda quinta-feira, a começar por hoje, vou fazer uma lista de indicações de leituras, podcasts, hqs, filmes, séries, ilustrações e etc. produzido pelas minas e/ou sobre feminismo. Reconheça o valor do trabalho das minas. Que tal? Entra na minha campanha? #Valorizeasminas
P.S.: Os links da semana estão neste outro post.
Como eu pretendo contribuir
P.S.: Os links da semana estão neste outro post.

Excelente sugestão (:
ResponderExcluirSó faltou lembrar do naofo.de, o url shortener que não dá clique pra gentalha (e permite compartilhar o necessário pra denúncias, por exemplo).
Vamos espalhar o amor <3
Pois é, mas sabe que eu prefiro nem mesmo ler esses links? Tem feito muito bem para a minha saúde, inclusive.
ExcluirToda quinta-feira. Anotado. E obrigada por dar voz a quem precisa ser ouvida
ResponderExcluirSim, toda quinta-feira! E se quiser fazer uma recomendação para a lista, fique à vontade!
Excluirque legal! realmente são atitudes simples, mas que fazem muita diferença. por falar em indicações cheguei aqui por indicação das bobagens imperdíveis da aline valek, que eu super recomendo.
ResponderExcluire veja como esse mundão virtual repete tim tim por tim tim o mundo real (adoro! como se o virtual não fosse real). os caras enchem de tanta m#%@ as caixas de comentários dos blogs e sites que acabam espantando quem quer realmente construir uma conversa legal. eu já deixei totalmente as caixas de comentários, agora tô mais numa "use com moderação". mas a verdade é que eles conseguem nos calar muito, em todos os mundos!
Exatamente, Helen! Eu até comentei com a Aline Valek que o público feminista, por ser quase que totalmente feminino é também um público calado. E isso tem muito a ver com o machismo. Nos acostumamos a não falar mais alto e precisamos desconstruir isso.
ResponderExcluirGostei muito das sugestões! E vou além, seria muito legal conhecer as mulheres que estão concorrendo nas próximas eleições. Prometi para mim que só votarei em mulheres feministas a partir de agora. :)
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